9 de agosto de 2007
Níveis de linguagem (página 41)
1. Língua popular é aquela usada no cotidiano, de forma descontraída, não obedecendo ao padrão culto.
Exemplos:
a. Cheguei em casa tarde.
b. Paulo namora com Teresa.
c. Não pise na grama.
d. Prefiro mais maçã do que banana.
2. Língua culta é aquela que obedece às normas ditadas pela gramática normativa; é utilizada pelas elites da sociedade que têm acesso a uma boa escolarização.
Exemplos:
a. Cheguei a casa tarde.
b. Paulo namora Teresa.
c. Não pise a grama.
d. Prefiro maçã a banana.
3. Gíria é a linguagem típica de um determinado grupo ou geração para enviar mensagens decodificáveis apenas pelo próprio grupo.
Exemplos:
a. Skatistas
i. Gralha skatista ruim;
ii. Morcegar andar de skate a noite;
b. Surfistas
i. Merreca onda pequena
ii. Levar um caldo cair da prancha
iii. Jaca indivíduo que leva horas para pegar uma onda e, quando consegue, leva um caldo.
c. Presidiários
i. Chibar namorar
ii. Gepê guarda do presídio
iii. Gepeia guarda feminina
iv. Metrô túnel para a fuga;
4. Jargão termo técnico, expressão de uma determinada profissão.
Exemplos:
a. Conjunção carnal coercitiva estupro (jurídico)
b. Boneco projeto gráfico para reunião (publicidade)
c. Escatologia estudo do propósito final da história, do final dos tempos, quando Cristo voltará à Terra para estabelecer o seu reino. (teologia)
d. Piolho erro que escapou da revisão (jornalismo).
5. Regionalismo palavra ou expressão típica de uma região;
exemplo
a. Jerimum abóbora (nordeste)
b. Macaxeira mandioca (nordeste)
c. ri-ri zíper (Maranhão)
d. bombeiro encanador (Rio de Janeiro)
16 de agosto de 2007
Regência verbal (pág.49)
É o estudo das relações entre os verbos e seus componentes; tais relações se manifestam pelo emprego ou não de preposições. (a, de, com, por, em e etc...).
1. Chegar e ir exigem a preposição A e não a preposição EM. (verbos de movimento);
Ex: O avião chegou a São Paulo às 18h55min.
Cheguei a casa tarde.
Eu fui ao banco.
2. Pisar não admite preposição alguma; não deve, portanto, de acordo com a norma culta, empregá-lo com a preposição EM.
Ex: Não pise a grama.
O homem pisou a Lua.
3. Namorar não admite preposição COM.
Ex: Paulo namora Tereza.
Eu a namoro.
Quem você namora.
Quer me namorar?
4. Preferir não aceita as formas mais, muito mais e mil vezes; exige a preposição A, e não DE QUE.
Ex: Prefiro maçã a pêra.
Eles preferem historia a geografia.
5. Obedecer e desobedecer exigem a preposição A.
Ex: Motorista, obedeça ao semáforo.
A quem você obedece
De quem você gosta
Ela desobedeceu aos pais.
6. Torcer no sentido de fazer torcida, desejar vitória, exige a preposição POR e não a preposição PARA.
Ex: Motorista, obedeça ao semáforo.
Por que time você torce
Torço pelo time da universidade.
7. Pagar e perdoar não admitem preposição quando o complemento se refere a nome de coisa; exigem preposição A quando o complemento se refere a nome de pessoa (física ou jurídica).
a. Coisa: Paguei o imposto.
Paguei o Mercado (compra do Mercado).
Cristo perdoa os pecados.
b. Pessoa: Paguei ao advogado.
Paguei ao Mercado.
Cristo perdoa aos pecadores.
Paguei ao banco.
Paguei à universidade.
(Exercícios da pagina 53)
23 de agosto de 2007
Regência verbal (continuação)
Verbos com mais de um sentido:
8. Assistir
a. No sentido de ver, presenciar exige preposição A
Ex: Assistimos ao espetáculo.
---A que filme você assistiu ontem?
---Assisti aO Primo Basílio.
b. No sentido de ajudar, socorrer não admite preposição.
Ex: Os médicos assistiram os doentes durante a guerra.
Deus assiste os necessitados.
9. Aspirar
a. No sentido de respirar, absorver não admite preposição.
Ex: Paulo aspira o ar do campo.
Letícia aspirou o éter e desmaiou.
b. Exige preposição A quando significa almejar, desejar.
Ex: Paulo aspira ao cargo de chefia.
Alguns alunos aspiram ao diploma.
10. Visar (verbo vistar não existe)
a. Não aceita preposição no sentido de pôr o visto.
Ex: O professor visou os relatórios.
O gerente vai visar os relatórios.
b. No sentido de mirar, fazer pontaria também não aceita preposição.
Ex: O caçador visou o animal e atirou.
O arqueiro visou o alvo e disparou a lecha.
c. No sentido de almejar exige preposição A.
Ex: Todo aluno visa a uma vaga em universidade pública.
11. Querer
a. Não aceita preposição quando significa desejar.
Ex: As crianças querem o brinquedo.
b. Exige preposição A quando significa amar, gostar.
Ex: A professora quer bem aos alunos.
CUIDADO!!! (Pronomes Relativos)
É grande a casa em que eu moro.
Esta é a única pessoa em que eu confio.
Consegui o dinheiro de que tanto precisava.
Este é o único objetivo por que eu luto.
Era linda a moça _X_ que ele namorava.
(Exercícios da pagina 53)
30 de agosto de 2007
Regência verbal (continuação)
Outros verbos:
12. Simpatizar e antipatizar
a. Não são pronominais e exigem a preposição COM, e não POR.
Ex: Simpatizei com aquela garota.
Os alunos antipatizaram com o professor.
13. Custar
a. No sentido de demorar, ser difícil permanece sempre na 3a pessoa do singular.
Ex: Custou-me fazer a prova.
Custou-nos entender o problema.
14. Esquecer e lembrar
a. Quando não são pronominais, não aceitam preposição.
Ex: Esqueci o livro em casa.
Paulo lembrou o meu aniversário.
b. Quando são pronominais, exigem a preposição DE.
Ex: Esqueci-me do livro em casa.
Paulo lembrou-se do meu aniversário.
15. Informar
Admite dupla regência:
a. Quem informa, informa ALGO a ALGUÉM.
Ex: O professor informou o resultado ao aluno.
b. Quem informa, informa ALGUÉM de ALGO.
Ex: O professor informou o aluno do resultado.
(Exercícios da pagina 53)
6 de setembro de 2007
Regência verbal (continuação)
Observações finais:
Não se deve dar o mesmo complemento a verbos com regências diferentes.
Cuidado!
Proposto Vi e gostei do filme.
Certo Vi o filme e gostei dele.
Proposto Lavei e encerei o carro.
Certo está correto
Atenção!
1. Lúcio possuía um ar fino e elegante COM que todos simpatizavam.
2. Era muito luxuoso o hotel EM que nos hospedamos.
3. Foi muito longa a peça A que assistimos.
4. Era linda a moça POR que ele se apaixonou.
5. Chocou-me profundamente o caso A que você se referiu.
6. Estava tão alucinado que nem sabia o número da casa EM que morava.
7. É difícil conseguir o diploma A que aspiro.
8. Esta foi a triste conclusão A que chegamos.
VERBOSIDADE: excesso de palavras; “encher lingüiça”
Outros exemplos:
Proposto Ele experimentou e gostou da comida.
Certo Ele experimentou a comida e gostou dela.
Proposto A fim de despistar os policiais os bandidos entraram e saíram do prédio rapidamente.
Certo A fim de despistar os policiais os bandidos entraram no prédio e saíram dele rapidamente.
Exercício
Reescreva as frases que apresentam erro de regência verbal, corrigindo-as:
1. Frase Que programa você mais gosta de assistir pela televisão?
Reescrita A que programa você mais gosta de assistir pela televisão?
2. Frase As crianças preferem mil vezes comer nhoque do que comer lasanha.
Reescrita As crianças preferem comer nhoque a comer lasanha.
3. Frase Nunca torci para este time nem para outro qualquer.
Reescrita Nunca torci por este time nem por outro qualquer.
4. Frase Nós custamos a encontrar o caminho de volta.
Reescrita Custou-nos encontrar o caminho de volta.
5. Frase Ainda não namorei com Selma, mas um dia vou namorar com ela.
Reescrita Ainda não namorei Selma, mas um dia vou namorá-la.
6. Frase A moça por quem eu me simpatizei já não está mais na festa.
Reescrita A moça com quem eu simpatizei já não está mais na festa.
7. Frase Então, você não lembra de mim? Puxa, eu nunca esqueci de você.
Reescrita Então, você não se lembra de mim? Puxa, eu nunca me esqueci de você.
13 de setembro de 2007
CRASE
Crase (do grupo KHRÁSIS = fusão ou mistura) é a união de duas vogais idênticas (a + a).
Representa-se a crase pelo acento grave (à).
Regra geral:
A crase só ocorre diante de palavras femininas.
Exemplo: “Vou à praia” (feminina).
Dessa maneira não ocorre crase diante de:
1. Palavras masculinas.
Exemplo: “Passeio a cavalo: R$ 1,00”.
2. Verbos.
Exemplo: “Promoção: preços a partir de R$ 2,00”.
3. Pronomes de tratamento.
Exemplo: “Envio a Vossa Senhoria o relatório”.
Exceção: senhora, senhorita e dona.
Exemplo: “Enviaremos o produto à senhora”.
Regras práticas para o emprego da crase
1. Técnica da substituição
a. Entregamos o envelope à secretaria.
Entregamos o envelope ao secretario.
b. Entregamos o envelope a ela.
Entregamos o envelope a ele.
c. Refiro-me à aluna que tirou dez.
Refiro-me ao aluno que tirou dez.
d. Assisti à novela.
Assisti ao filme.
e. Automóvel a gasolina.
Automóvel a diesel.
f. Pagamos à advogada.
Pagamos ao advogado.
g. Prova a caneta.
Prova a lápis.
h. Perdoaram à assassina.
Perdoaram ao assassino.
i. Forno a lenha.
Forno a carvão.
2. Localidades geográficas
a. Vou à Grécia.
Voltei da Grécia.
b. Vou a Roma.
Voltei de Roma.
c. Vou à França.
Voltei da França.
d. Vou a Paris.
Voltei de Paris.
OBS:
Vossa Excelência – autoridades e políticos.
Vossa Senhoria – Cartas Comerciais.
Vossa Magnificência – Reitor Universitário.
Exercícios da pagina 60:
e. Os garotos assistiram à programação da TV Cultura.
Os garotos assistiram ao programa da TV Cultura.
f. O médico assistiu a acidentada.
O médico assistiu o acidentado.
g. Paulo sempre aspirou à vaga de chefia daquela empresa.
Paulo sempre aspirou ao cargo de chefia daquela empresa.
h. Aspiramos a poeira daquela estrada.
Aspiramos o pó daquela estrada.
i. Cristo perdoou à mulher adultera.
Cristo perdoou ao homem adultero.
j. Perdoei a divida do meu amigo.
Perdoei o debito do meu amigo.
k. Obedecemos às normas do colégio.
Obedecemos aos regulamentos do colégio.
20 de setembro de 2007
3. Pronomes demonstrativos (aquela – aquela – aquilo)
Ex: Vou àquela cidade amanhã cedo.
Vou a + aquela cidade amanhã cedo.
Refiro-me àquele garoto.
Refiro-me a + aquele garoto.
Prefiro isto àquilo.
Prefiro isto a + aquilo.
4. Casos especiais (casa – terra – distância)
Se essas palavras vierem determinadas, ocorrerá crase; se não o vierem, não ocorrerá.
Exemplos:
a. Cheguei a casa muito tarde.
(não determinado não ocorre crase);
b. Cheguei à casa de Paulo atrasado.
(determinado ocorre crase);
c. O carteiro dirigiu-se à casa de número 80.
(determinado ocorre crase);
d. Os moleques foram à casa assombrada.
(determinado ocorre crase);
e. O avião desceu a terra.
(não determinado não ocorre crase);
f. Os aviões norte americanos desceram à terra iraquiana.
(determinado ocorre crase);
g. Os guardas ficaram a distância.
(não determinado não ocorre crase);
h. Os animais estavam à distância de 100 metros.
(determinado ocorre crase);
5. Ocorre crase também diante:
a. Da palavra MODA ou MANEIRA, mesmo que subentendida;
Exemplos:
1. Comemos um arroz à grega e um bife à milanesa.
2. Churrasco à gaúcha.
ATENÇÃO: Ronaldinho fez um gol à Pelé.
3. Revisão:
1. O motoboy entregou o pacote à secretária.
2. O motoboy entregou o pacote ao secretário.
3. O motoboy entregou o pacote a ela.
4. O motoboy entregou o pacote a ele.
5. Vou à Paraíba.
6. Vim da Paraíba.
7. Vou a Pernambuco.
8. Vim de Pernambuco.
27 de setembro de 2007
CRASE (continuação).
b. Locução (duas ou mais palavras que correspondem a uma só) adverbiais funcionais
Lugar - à direita, à esquerda
Tempo - à noite (ao anoitecer); às vezes; à tarde (ao entardecer)
Modo – às claras; às escuras; às pressas; à vontade; à toa.
c. Locuções prepositivas (preposição A + palavra feminina + preposição DE;
À beira de -
À custa de - (errado: às custas equivale a pagamento);
À espera de -
À frente de -
À mercê de -
À procura de -
d. Locuções conjuntivas
À medida que (ao passo que)
À proporção que
Exemplo: Aquele homem usa um chapéu à Napoleão.
Romário fez um gol à Pelé.
Aquele homem usava um bigode à Hitler.
Exercícios da pagina 61.
4 de outubro de 2007
PÁGINA 113 do livro
Texto do latim: textu (0 que foi tecido, o que foi costurado)
Tipos:
Lingüístico metaforicamente um tecido de palavras (e não um aglomerado)
Icônico imagem que passa um sentido completo (se desatualiza rápido).
Ex: sabão em pó, tomates, cotonetes e pilhas.
Para entender um texto:
a. Contexto histórico
b. Intertextualidade
c. Visão de mundo (conhecimento enciclopédico).
Ex: O presidente declarou que é contra tudo que é imposto.
Exercício 1
Exercício 4
11 de outubro de 2007
Qualidades estilísticas do texto
Características (três C ´s):
a. Clareza
b. Coerência não apresenta nenhum tipo de contradição;
c. Coesão
Texto “UM TODO DE SENTIDO”
TEXTO:
a. Icônico
b. Lingüístico metaforicamente, um tecido de palavras ou de frases com sentido completo.
Clareza: sem ambigüidades; não apresenta dupla interpretação.
Ex: É proibido entrar na loja de patins.
ou: É proibido entrar na loja de patins.
Coerência: texto coerente é o que não apresenta contradição.
Exemplo: (texto A da página 131) coerente ou incoerente?
“Todo e qualquer tipo de violência é repugnante. É lamentável o que presenciamos nos dias de hoje: crimes hediondos, pais que espancam filhos, maridos que agridem fisicamente a mulher; enfim, vive-se numa época em que não se respeita mais o próximo. Por isso, deve-se implantar o mais rapidamente possível a pena de morte em nosso país, pois, só assim, a justiça tirará as vendas dos olhos e dará tranqüilidade à população”.
Resposta: Texto incoerente;
Abre o texto contra a violência e depois propõe como solução a pena de morte que também é violência.
18 de outubro de 2007
Coesão
Emprego dos pronomes pessoais o, os, a, as, lhe e lhes.
Os pronomes o, os, a, as podem sofrer adaptações formológicas depois de certas terminações verbais:
a. r em R, Z ou S, o pronome assume a forma lo, los, la, las, ao mesmo tempo em que a terminação verbal é suprimida.
Exemplo:
Comprar o livro comprá-lo.
Lestes o livro leste-lo?
Traz o livro trá-lo.
b. Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as formas no, nos, na, nas.
Exemplo:
Viram o livro viram-no.
Repõe o dinheiro repõe-no.
Tem as provas? Tem-nas?
c. Os pronomes lhe, lhes só podem ser empregados como objetos indiretos.
Exemplo:
Perdoei aos criminosos Perdoei-lhes.
Entreguei um osso ao cão Entreguei-lhe um osso.
Obs:
Prova (7,5)
1. (2,5) Regência verbal da pagina 49 ate a pagina 55.
2. (2,5) Crase da pagina 56 ate a pagina 61.
3. (2,5) Texto:
a. Definição da pagina 113 ate a pagina 114.
b. Qualidade do texto (clareza, coerência e coesão) da pagina 114 ate a pagina 134.
Exemplos da pagina 129:
Coesão
1. Pronominalização (ele, o, lhe);
2. Sinônimo ou quase sinônimo;
3. Omissão.
25 de outubro de 2007
Prova de língua portuguesa
1. Regência da p49 a p55
2. Crase da p56 a p61
3. Conceituação de texto da p113 e 114
4. Coesão e coerência da p122 a p134
Exercícios da p 126 (pronominalização)
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