8 de agosto de 2007
Trabalho em classe
Após participação no Congresso da UNESCO sobre o tema “ Violência nas escolas”, surgiram as seguintes questões:
1. Qual a diferença entre a África e o Brasil?
2. Para que pesquisa na África ?
3. O que a África e o Brasil foram fazer na UNESCO?
Considerar as seguintes afirmações feitas pela representante africana:
1. No meu país meninos e meninas usam o mesmo banheiro.
2. Os banheiros das escolas não tem porta.
3. A maior violência é o estupro.
4. Precisamos urgentemente de Pesquisa.
5. Nunca fui discriminada por ser ignorante porém o meu pai foi a vida inteira.
6. Na África a miséria não deixa ninguém passar fome.
Obs.: Uma pesquisa de impacto verifica o impacto de uma intervenção feita anteriormente.
(encontro 9) 15 de agosto de 2007
Indústria cultural
“Da mão ao Olho”
Os fatos se passam na altura do período entre-guerras, sendo a primeira guerra de 1914 até 1918 e a segunda de 1939 à 1945.
Em 1917 nasce a União Soviética através da “Revolução Russa”; era o Comunismo.
Pelo lado Oriental a Alemanha era pressionada, pela Rússia, a se unir à esquerda radical, ao Regime Comunista; pelo lado Ocidental a Europa e os Estados Unidos pressionavam a Alemanha a aderir à Direita, ao Sistema Capitalista.
Na Alemanha, dois autores judeus se destacaram em suas críticas, a saber: Walter Benjamim e T. Adorno; os dois eram Frankfurtianos (da escola de Frankfurt) e suas tendências eram de esquerda, porém contra o Comunismo e contra também a exploração imposta pelo Capitalismo.
Obs: CRITICAR > é opinar sobre o presente. Debruçar-se sobre o presente em que vive o crítico, portanto ele é objeto e sujeito da crítica.
Benjamim escreveu antes da Segunda Guerra e por isso sua escrita foi mais otimista do que a que posteriormente escreveria Adorno.
A Alemanha nesta altura vivia grande atividade trabalhista, com fortes Sindicatos.
Breve relato sobre Benjamim: em 1933 Hittler sobe ao poder e então Benjamim sai de Berlin para Paris, profetizando a destruição que estava por vir, dizendo: “deixo, já, Berlin para poder lembrá-la sempre bela”.
Em 1940 a Alemanha invade a França. Benjamim durante a sua fuga a caminho da fronteira espanhola encontra-se com o colega Artur Custer que lhe dá uma cápsula de cianureto.
Quando chega próximo a fronteira recebe a notícia que os alemãs já estavam lá e se suicida para não ser apanhado antes que soubesse que era mentira.
Continuando, sempre existiu a indústria intangível (música, arte, conhecimento...), mas a grande mudança aconteceu com a vinda das técnicas de reprodução, ou seja, a REPRODUTIBILIDADE.
O povo teve acesso à cultura pela democratização desta última.
São exemplos de reprodutibilidade:
1. Fotografia – com a arte tem-se o movimento das mãos e com a foto tem-se o olho;
2. Cinema – primeiro mudo e depois falado; com o filme pronto pode-se levar este produto a todo o mundo;
3. Rádio – Hittler popularizou o rádio pois lhe interessava que todos ouvissem seus discursos; através do rádio a música de uma orquestra, antes privilégio dos nobres, chega então a todo o povo.
Por trás da Democratização da arte está o Capitalismo que tem o objetivo de vender a própria arte. É a mercantilização da cultura ou a INDÚSTRIA CULTURAL.
A partir do início do século XX, com a reprodutibilidade, a arte é produzida numa escala de massa.
Benjamim diz: “O grande perigo da tecnologia é a perda a AURA”. A cópia do original não tem aura.
Hoje a autenticidade é artificial e dura pouco tempo porque logo outra a substitui.
(encontro 10) 22 de agosto de 2007
Conceito de Dialética (Sócrates, o grego)
Platão escreve a respeito de Sócrates e se diz discípulo dele; mas até a existência de Sócrates é questionada.
Este mundo finito é uma cópia imperfeita do mundo perfeito que, segundo Platão é o mundo das idéias.
Sócrates através da dialética resgata o interior do homem (sua alma) que é perfeito.
Além de Kant, Hegel foi um dos maiores filósofos da modernidade.
Hegel define Deus como:
1. Onipotente, todo-poderoso;
2. Puro espírito.
Como Deus tudo pode, Ele pode ser qualquer forma, até o que Ele não é ou virar matéria.
Ex: relação entre AMO e SERVO:
O amo tem poder sobre o servo; o amo só não domina o ódio que o servo nutre por ele e um dia o servo pode inverter e ter poder de matar o próprio amo.
Então:
1. DIALÉTICA = 2 falas (contradição) O SER é e o NÃO SER também é;
2. LÓGICA IDENTITÁRIA: O SER é e o NÃO SER não é.
Dependendo do ponto de vista tudo pode ser visto dialeticamente.
De outra forma:
“Tudo contém dentro de si a semente da sua própria destruição”.
29 de agosto de 2007
Não Houve Aula
(encontro 10) 5 de setembro de 2007
DIALETICA (2 falas)
Hegel define Deus como:
1. Onipotente, todo-poderoso;
2. Puro espírito (É), que se transforma em pura matéria (NÃO É) contradição ou dialético.
Exemplo: O servo e o amo O amo tem poder de vida e morte sobre o servo e por isso o servo odeia o amo; um dia, por causa deste ódio o servo pega no machado e mata o amo e neste ato o servo é quem teve poder sobre a vida do amo. Isto é dialética.
LÓGICA DIALÉTICA O QUE É, É; O QUE NÃO É, TAMBÉM É.
É a forma de pensar em que numa afirmação está embutida a sua negação.
Esta lógica acontece no tempo, portanto é temporal.
LÓGICA IDENTITÁRIA O QUE É, É; O QUE NÃO É, NÃO É.
Nesta lógica se digo que está frio é igual a dizer que não está calor.
Esta lógica acontece no ponto.
Ex. “Estupra, mas não mata”.
Pensando de forma direta, com lógica identitaria, quer dizer “não matarás”.
Pensando dialeticamente, de forma indireta, quer dizer “matarás”, porque uma mulher estuprada morre psicologicamente.
(encontro 11) 12 de setembro de 2007
A inclusão pela exclusão
A mecânica dos conceitos de inclusão pela exclusão.
Três conceitos dialéticos importantes de GIORGIO AGAMBEN.
1o ESTADO DE EXCEÇÃO
Na constituição Democrática existe uma regra em um artigo que diz:”em caso de ameaça externa (guerra) ou interna (revolta) o Presidente fecha o Parlamento e coloca o Exercito na rua”.
No ano 1919 é a primeira vez que o Estado de Exceção é colocado na Constituição alemã (artigo 48) por Weber. Este artigo possibilitou a Hitler assumir legalmente o poder alemão naquela altura.
Na constituição o Direito se aplica se desaplicando.
“CADA VEZ MAIS AS NOSSAS DEMOCRACIAS SÃO ESTADOS DE EXCEÇÃO” Agamben.
2o HOMO SACER
Sacer quer dizer sagrado, intocável e é o contrário de profano.
O Homo Sacer é insacrificável. Ele é tão ruim que não serve para os Deuses. É sacro porque é separado.
Qualquer um pode matar porque não serve para nada.
O homo sacer de hoje é o homem descartável, aquele que é preso sem documento. Sacro é sem valor.
Colocar os homens juntos nas prisões é transmitir HIV. Os presos são homo sacer. O excluído de 30 anos atrás era o marginal.
Um exemplo de inclusão pela exclusão é o programa Bolsa Família, no qual você precisa provar que é excluído para ser incluído.
3o VIDA NUA
Vida nua ou ZOÉ é a vida biológica, sem palavras, sem cultura e sem conhecimento. É o contrario de Vida vestida ou BIOS.
CRU antes da civilização.
COZIDO após o fogo que caracteriza o início da civilização.
Mais e mais a Vida nua penetra na Polis (cidade) e na cultura e a vida vestida, cada vez mais, com medo se transforma em vida nua.
Exemplo: Durante um seqüestro a vida vestida desaparece e seqüestrador e seqüestrado se igualam.
19 de setembro de 2007
Revisão
Walter Benjamin, frankfurtiano de esquerda, mas contra o comunismo, em 1936 escreveu “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade”. Otimista apontava a democratização da arte pela reprodução em massa através da fotografia.
Era a industria da cultura. Da mão (produção material) ao olho (produção virtual). Alertou para a perda da Aura, da autenticidade, pois um quadro original fotografado produzia milhares de cópias.
Theodor Adorno em 1946, pós-guerra escreveu texto “ A Industria Cultural”. Pessimista, apontava a mercantilização da cultura; é o valor da arte pelo valor de troca.
A cultura massificada tinha objetivo de entreter o trabalhador desde que saia da fábrica (sistema fordista) até o dia seguinte. Não pensar era a melhor forma de relaxar.
Concluindo a industria da cultura não fora feita para domar bárbaros e sim para dominar os revolucionários.
A Dialética traz em si duas falas: uma que afirma e outra que contradiz. A primeira é contraria a segunda e complementa a segunda no raciocínio dialético.
Todas as relações sociais trazem em si a semente da sua própria destruição.
A lógica identitária diz: “O que é, É e o que não é, NÃO É (no ponto).
A lógica dialética diz: “O que é, É e o que não é, TAMBÉM É (no tempo).
Giorgio Agamben nos apresenta três conceitos dialéticos sobre “Inclusão pela Exclusão” dos mais importantes, como segue:
Exceção que acontece nas constituições democráticas onde existe um artigo que ao ser aplicado suspende todos os outros da mesma constituição, tornando o regime em ditatorial, ou seja, quando incluído todos os demais são excluídos.
“Homo sacer” que é o homem descartável, o desnecessário, o excluído; é o menino que quando preso não chega vivo a Delegacia e ninguém vai reclamar; é a situação de muitos jovens que estão a serviço do Tráfico.
O conceito da “Vida Nua” é a vida natural sem nenhum conhecimento, sem nenhuma cultura. É a vida do puro reagir, vivida pelos prisioneiros em um campo de concentração.
Agamben nos diz que cada vez mais a Vida Nua está penetrando na Cidade ou “Polis”, no corpo das pessoas e suas formas de vida, trazendo medo, insegurança.
Em prisões como Gantânamo e Abu Grahib estes três conceitos aparecem juntos.
(encontro 11) 26 de setembro de 2007
KARL MARX (conceitos)
Naquele momento Marx está chocado com as condições das pessoas que vem do campo para se empregarem nas fábricas da Cidade, onde não existe infra-estrutura estatal suficiente para atender o aumento de população com os recém chegados. Conseqüentemente na periferia da Cidade começa a aumentar a pobreza.
Faz parte do nosso tipo de sociedade juntar miséria com violência (pré-conceito).
Marx estuda o Capitalismo e percebe que é aí está o nó da exploração do povo. Então vai até os operários a fim de conscientizá-los da sua condição.
Engels, que era filho de família rica, se junta a Marx e o ajuda nessa causa.
O Marx quando jovem é Filósofo; quando amadurece passa a ser Economista (“O Capital”).
No início (t0), o Homem assim como todo o resto da Natureza faz parte da Natureza; o movimento dialético está no fato de que o Homem se separa da Natureza (t1), se nega como Natureza ou se estranha enquanto Natureza porque se debruça sobre ela ( ex: a árvore) e a transforma ( ex: em mesa, algo útil) para si.
É o trabalho que humaniza o homem, então o mais importante para Marx é o trabalhador.
O homem produz (produção material) e Marx é materialista porque ele trata da matéria que é o Capital.
HISTÓRIA DA TRANSFORMAÇÃO DOS MEIOS DE PRODUÇÃO MATERIAL
Na antiguidade pré-histórica existiam os caçadores ou pescadores, função dos homens e os coletores de frutos naturais, geralmente função atribuída as mulheres.
Quando a caça e os frutos acabavam o grupo se mudava para outra região, por isso eram nômades.
Tudo que conseguem é do grupo, então a propriedade é comum e denomina-se COMUNISMO, de um tempo de escassez, de falta, e é por isso que para Marx e Engels chama-se Comunismo Primitivo.
Esta situação permanece até a 1a revolução, Era Paleolítica, a Idade da Pedra, quando o homem passa a produzir seus instrumentos de pedra para cultivar a terra, repor a escassez. Passa a ter sobras, excedente e deixa de ser nômade. A 1a forma de produção é a agrícola.
A partir daí sobra tempo e nasce a figura do chefe ou melhor dois chefes; um que comanda e outro que fala com os deuses.
Quando morre o chefe quem assume é o filho do chefe e nasce a propriedade familiar e segue assim até o fim da Idade Média onde a terra é o meio principal para a produção de riqueza.
Aí se tem uma nova revolução com a máquina a vapor e a industria; se inicia o capitalismo (fábricas, maquinas, matéria prima e conhecimento). A família se reduz a pai, mãe e filhos e então nasce a propriedade privada.
Esta é a historia do materialismo da produção do capitalismo.
O capitalismo também vai se transformar e vem o Socialismo com a propriedade socializada.
Por ultimo vem o Comunismo de abundância (tudo vai ser de todos porque o capitalismo permite) e deixa de existir a propriedade privada.
Quando tudo é de todos e não se precisa garantir a propriedade privada aí começa a historia do homem (COMUNISMO).
O materialismo histórico é a historia da transformação dos meios de produção que incluem dois elementos:
1. Meios de produção
2. Relações de produção.
Relações de produção são as que os homens têm com os meios de produção:
1. Se o meio de produção é a terra os homens podem ser ou não ser donos da terra;
2. Se o meio de produção é o capital os homens podem ser ou não ser donos do capital;
Relações de conflito na sociedade são as entre os que são donos do meio de produção e os que não são.
O modo de produção (meio de produção) é a base de qualquer sociedade por isso é chamado de MODO DE PRODUÇAO DE INFRESTRUTURA ; é a base.
Aqui nasce a propriedade e junto vem a desigualdade. A própria base já esta rachada.
Infra-estrutura é a base econômica, material e modo de produção da sociedade.
(encontro 12) 3 de outubro de 2007
KARL MARX (continua) século XIX, entre 1850 e1888.
Divisão das classes básicas donos e não donos.
Quando se chegar na sociedade sem divisões de classes (igualitária, comunista) não se necessita mais do Estado, do Direito, de Chefes Anarquia.
O Capitalismo termina por duas formas possíveis:
1. Pelo conflito entre as classes;
2. Pelo motivo de que esta fadado a desaparecer como segue:
O Capitalismo existe pela concorrência e pela livre iniciativa e conseqüente expansão dos lucros. O Capitalista precisa vender mais (precisa que o mercado tenha maior consumo); para isso tem que vender mais barato barateando a produção; e para baratear a custo da produção só produzindo mais e ganhando nos custos fixos.
Esta é a dialética do capitalismo: a busca da expansão dos lucros é o objetivo do capitalismo e ao mesmo tempo determina a sua extinção.
Surgiram dois tipos de esquerda:
1. Reformista social – democrata;
2. Revolucionária a que destrói o sistema atual e substitui por um novo.
Marx previu que a 1a revolução seria na Alemanha ou na Inglaterra, os paises mais desenvolvidos industrialmente, e seria feita pelo proletariado; mas errou porque a revolução ocorreu na Rússia e foi feita pelos camponeses.
O que Marx não previu foi o estado de bem-estar:
1. Acordo tripartite:
a. Capital proporciona bem-estar, benefícios ao trabalhador;
b. Trabalho este não faz greve;
c. Governo incentiva o Capital e o Trabalho.
2. Primeira conquista do Trabalho: Contrato Coletivo.
Aos poucos os operários vão obtendo conquistas como redução das horas trabalhadas, creche e bem-estar em geral.
Quando se tem o estado de bem-estar então se tem o pleno emprego, o que ocorreu no Brasil entre 1950 e 1973.
Obs: LUM PEM desocupados;
Quando o trabalho obtem suas conquistas ele não quer mais a revolução e pára de querer conquistar.
Num 1o movimento dialético o operário recebe a conquista do Capital e num 2o movimento ele passa a se acomodar.
Karl Marx X Marx Weber
Classes x Camadas
Para Marx existia a Classe em si e, sem ter idéia disto o individuo pertence a classe;
Marx prega a revolução, conscientiza a classe (consciência coletiva) a ser uma Classe para si.
(encontro 12) 10 de outubro de 2007
ALIENAÇÃO
Estar alienado é não estar consciente. Em português alienação é loucura. Ser alienado é se negar.
Quando a classe deixa de ser “em si” e passa a ser “para si”.
O 1º nível da alienação é o estranhamento entre o operário e seu instrumento de trabalho.
O 2º nível é a separação entre o operário e o que ele produz.
O valor de uso humaniza o valor de troca desumaniza, ou seja, se coisifica. Por exemplo, adquirir um livro que outro escritor escreveu e dizer que é seu é alienação.
Como conseqüência numa sociedade em que impera o Valor de Troca as relações passam pelo mercado. Res, rei em latim significa coisa, então o sinônimo de coisificação é reificação.
O individuo livre quando passa ao mercado de trabalho se coisifica.
O valor do salário é medido pelo tempo de trabalho e não pela qualidade deste.
Todas as mercadorias, incluindo a Força de Trabalho, são equivalentes, valem uma quantidade de dinheiro.
MAX WEBBER (democrático)
Em 1919 redigiu pela primeira vez o “artigo da exceção” da Constituição de Weimar.
No seu tempo estava interessado na cabeça do ator social da Modernidade, empreende então uma sociologia compreensiva.
Para ele existem três motivações:
1. Ação racional é aquela se que adequa aos meios afins; típica da nossa sociedade (burocracia, direito);
2. Ação tradicional é a que passa de pai para filho;
3. Ação emocional é a que se realiza por preferências pessoais.
Autoridade é o poder legitimado, reconhecido por aquele sobre o qual ele é exercido.
1. Ação racional autoridade legal
2. Ação tradicional autoridade real ou de pai para filho;
3. Ação emocional carisma
O carisma está no olho de quem vê o carismático, o qual tem que se manter com a repetição dos atos que assim o tornaram. Nós fazemos a Rotinização do carisma.
Diferenças entre Marx e Webber:
Linha Karl Marx (até 1888) Max Webber (até 1920)
Estuda “Capitalismo” Macrossociologia Microssociologia
Divisão de classes Duas classes Varias camadas (*)
Pensamento Materialismo Religião
Como estuda? Estuda o capitalismo Quer entender e descobre que a maioria dos empresários são protestantes.
(*) quem está na camada da elite, em pelo menos uma das três colunas abaixo, tem o mesmo estilo de vida, de forma que os filhos freqüentam a mesma escola, as esposas compram na mesma loja.
Níveis de classe Econômica
(riqueza) Política
(Poder) Cultura
(Prestigio)
ELITE R. Justus
P. Maluf Lula
2ª camada R. Justus
3ª camada
4ª camada Lula R. Justus
5ª camada P. Maluf P. Maluf
Lula
Webber descobre que o protestante tem mais riqueza porque é mais contido e economiza mais.
(encontro 13) 17 de outubro de 2007
Tragédia
Trágico é estar dividido entre dois mundos; a tragédia de origem dos paises foi a colonização. Por um lado o colonizado ainda não é; por outro ele é ser do outro, quem ele vai ser quando crescer.
Essa dialética entre o não ser e o ser do outro é a tragédia (dilaceramento) dos povos colonizados.
A razão dualista parte do princípio de que o atraso pode chegar a ser o progresso. Acredita-se que o progresso é uma linha contínua.
Segundo “Paulo Arantes”, ainda hoje somos o país do futuro.
Até 1940 existiam dois Brasis convivendo: o Brasil dos atrasados e o Brasil dos outros já desenvolvidos. Após este ano instaurou-se a CEPAL (Comissão para o Progresso da América Latina) criada como desenvolvimentista.
O desenvolvimentismo é mais agressivo contra o convívio entre atraso e progresso, mas mesmo assim ele ainda é uma razão dualista.
FHC lançou a Teoria da Dependência, que nos diz: ”O globo é um sistema que tem um centro (mutável) e periferias”.
O sistema de centro e periferia global é histórico. Na época do nosso descobrimento o centro era Portugal e Espanha e o Brasil era a periferia.
Em 1970, Francisco de Oliveira escreveu a “Critica da Razão Dualista” onde disse: “O atraso é a cara do progresso brasileiro”.
Como benesses para o Capitalismo, temos: mão-de-obra barata dos retirantes nordestinos e o exército de reserva (os desempregados que podem ser usados numa possível greve).
O subdesenvolvimento é o convívio entre o atraso e o progresso.
Maria Silvia de Carvalho, historiadora, ao se referir aos fazendeiros de café, escreveu: “Porteira a dentro o modo de produção é o feudal e ao mesmo tempo porteira a fora exporta para outros paises; é o progresso.
O escravo quando libertado se transforma em agregado pois passa a viver de favor na fazenda; não sabe fazer outra coisa a não ser trabalhar como escravo.
Um exemplo de favor/obrigação é a da prima que vem do interior para estudar e morar de favor na casa dos tios e se sente na obrigação de ajudar a lavar a louça após a refeição.
O subdesenvolvimento se manifesta na mentalidade brasileira: entre o convívio de uma relação afetiva, familiar e tradicional com uma relação moderna, instrumental e legal.
(encontro 13) 24 de outubro de 2007
RAZÃO DUALISTA (CONTINUAÇÃO)
O subdesenvolvimento significa consumir aquilo que somos incapazes de produzir.
Com a globalização (de 1980 para cá) se deu também a globalização das formas de dominação.
Estamos exportando a Razão Dualista para o 1º mundo através dos BOLSÕES (áreas) de miséria nas grandes metrópoles estrangeiras;
Esse processo é chamado BRASILIANIZAÇÃO do 1º mundo.
No sentido inverso, estamos importando a Forma de Dominação do 1º mundo: a EXCEÇÃO.
Aqui ele recebe um significado local: o Executivo tem governado desde a era Collor cada vez mais através de Medidas Provisórias.
Obs:
PROVA
• Matéria: Capítulos 9, 10, 11, 12 e 13.
• Quatro questões para escolher três, valendo 2,5 cada, num total de 7,5 pontos.
Exemplo:
1. Dissertar sobre a Razão Dualista;
2. Falar sobre as diferenças entre Marx e Webber;
3. Falar sobre as diferenças entre as lógicas Dialetica e Identitária;
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